| Peça de Teatro - “O Morgado de Fafe em Lisboa” - Camilo Castelo Branco |
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| Written by Paulo Mota | |
| Friday, 21 August 2009 | |
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Data: 5 de Setembro de 2009 Hora: 21h30 Local: Bombeiros Voluntário de Mondim de Basto Entrada: 10 Morgados Oferta da obra literária da peça de teatro Nota: Grátis até aos 14 anos ![]() Produção: Nova Comédia Bracarense 2009 PEÇA DE TEATRO
“O Morgado de Fafe em Lisboa” A obra de teatro da autoria de Camilo Castelo Branco “O Morgado de Fafe em Lisboa” do ano de 1861 será alvo de uma apresentação que a junta de Freguesia de Mondim de Basto e a Editora Opera Omnia, no dia 5 de Setembro pelas 21h30, no Pavilhão dos Bombeiros Voluntários de Mondim de Basto. Camilo, tão bom conhecedor dos costumes em vigor na capital e na província, coloca ao seu jeito irónico e satírico estas duas realidades humanas em cena aberta na comédia social O Morgado de Fafe em Lisboa. E se o celebrado autor conhecia bem as realidades do Minho e da capital profunda, já que penetra com acutilância no âmago característico de cada uma delas, para as colocar num cómico frente-a-frente, também conhecia como ninguém toda a vastidão moral da alma humana, morasse ela no peito embalsamado da aristocracia decadente ou no peito despido e ingénuo do provinciano primário e sincero. Assim era o país em meados do séc. XIX (1861). O Morgado de Fafe em Lisboa é uma das mais bem sucedidas peças teatrais de Camilo Castelo Branco e do Teatro de Comédia oitocentista português. O Morgado de Fafe é o retrato do típico provinciano que “tem a rústica fraqueza da ignorância”. O enredo da peça localiza-se no palácio lisboeta do Barão de Cessurrães, por onde desfila uma galeria de personagens que de certa forma retratam a 2ª metade do séc. XIX português no que ele tem mais risível e ridículo, e ainda mais se olhado pelo prisma de um homem que se mantém fiel à sua simplicidade e ao seu modo de ser, ainda que rude, ou despido dos protocolos sociais. A trama cenntral roda à volta de um jovem, filha do Barão de Cessurrães, que se verá rodeada de três pretendentes, para além do Morgado de Fafe, o que dá origem a uma série de momentos de acentuada carga cómica, que desembocarão num final inesperado. Fernando Pinheiro, encenador
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